Sempre
gostei de escrever, desde pequena. Fui o tipo de criança que sempre carregou
consigo um diário (apesar de não ter segredos para guardar), que acabava a
ultima matéria do caderno escrevendo coisas sem sentido, histórias, versos
repetidos... Estou sempre procurando escrever mais e mais e tento incentivar
outras pessoas a escreverem também.
No
próprio Facebook, onde o que mais é valorizado são imagens de memes ou de “zueira”,
pude me deparar com pessoas que aparentemente nunca receberam nenhum incentivo
para escrever, mas que fazem isso divinamente. Sempre prezo pela simplicidade e
é exatamente isso que encontro, seja em algumas palavras dedicadas ao Johnny
Depp ou até mesmo em teorias sobre Naruto, me surpreendo quando vejo
sinceridade no que estou lendo.
No
curso de Letras pude encontrar verdadeiros poetas. Gente que escreve de verdade
e com o próprio coração. Nunca consegui escrever uma única poesia minha e nunca
compus uma única rima. Sei que se tivesse essa habilidade não gostaria de ser simplesmente
poeta. Seria rapper. Não vou mentir, mas invejo pessoas como Emicida, Mano
Brown e MC Rappórter. Eles colocam no chinelo muitos “poeteiros” que vejo por
aí, pessoas cheias de preconceito com o rap e que, acredito, nunca pararam pra
meditar em uma única letra de música desse estilo musical.
Sinto-me
frustrada por ter um livro inacabado em casa. É horrível vê-lo parado, e quando
paro para analisar, começo a fazer mudanças que não me agradam de forma alguma.
Nunca falo sobre ele com ninguém, pois sinto vergonha de está esquecendo ele
mais e mais. Espero um dia ter o prazer de termina-lo, quem sabe ele até possa
ser publicado. Mas eu não tenho tantas ambições como escritora. Como já falei
aqui no primeiro post, sinto dificuldades em mostrar o que escrevo para os
outros. Meus pés estão no chão e sei que não será fácil pra mim, mas ter a
sensação de concretizar esse projeto eu quero SIM realizar.
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